segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A escasses de recursos e a consciência global

água recursos naturais

O planeta é como uma grande fazenda policultora: diversificada, rica e com potencial para a sobrevivência de muitos. Mas, como para tudo há limites, um excesso de consumo causaria um grande choque de produtividade, ocasionando a fome dos que dependiam da colheita. É nesses passos que caminha nosso mundo.

Os bolsões de miséria africanos nos mostraram a degradação da figura humana causada pela fome e pela sede, mas não foi o bastante. Levados pela mentalidade consumista do início do século XIX, os países ricos fizeram uso dos recursos naturais como se fossem todos renováveis.

A poluição atmosférica em níveis alarmantes, a completa destruição de várias áreas florestais e a escassez de água são só alguns dos resultados negativos gerados pelo consumismo exacerbado e irresponsável, que ignora a importância das riquezas humana e natural.

O espírito individualista cultuado desde o período renascentista deu lugar a uma patética alienação social e política. O zelador que "varre" a calçada com a mangueira, a dona de casa que deixa o alimento descongelar sob água corrente ou a garota de classe média que demora uma hora em seu banho se recusam a relacionar suas atitudes com a absoluta falta de água que já atinge certos pontos da África e Oriente Médio. Perdemos não só a capacidade de entender o mundo como nosso lar, mas, a exclusiva característica da raça humana de se colocar nos lugar de outros, buscando entender os problemas alheios.

Não se pode mais entender a falta de recursos naturais e a degradação de nossos semelhantes como problemas que não nos competem. A sociedade, no geral, nada mais é que um reflexo do onjunto de micro-sociedades representadas por cada lar de cada lugar da Terra. Entender nosso mundo como uma só casa, não é só uma questão de inteligência, mas uma questão de lógica. Limitados em nossa consciência, limitamos o potencial que te o mundo de se tornar um lugar muito mais aprazível para se viver.


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Autor: Rafael Riani

Teu melhor inimigo

inimigos solidão
Se a essa hora tardia não há como procurar amigo, pela madrugada que esconde o dia e a coragem ou pelo adiantado das horas do relógio da tua vida, procura teu inimigo, mas não qualquer um, simples desafeto de bar, adversário da pelada de Sábado, antagonista do condomínio, concorrente, rival. Não.

Procura teu melhor inimigo.

Aquele que nunca te foi indiferente. Aquele que com certeza foi grande amigo um dia, ou pelo menos você assim achava, até que ele te traiu, te passou a rasteira e te deu a facada pelas costas. E se ninguém agiu assim contigo, o dia st´prestes e ele está à espreita, pronto para o bote. E se você ficar atento, ele saberá esperar, até que na tua atenção se canse, esmoreça, cochile.

Porque ele é teu melhor inimigo. Ele te trai, mas compra uma roupa especial para a ocasião. Ele te passa uma rasteira, mas aquela que ele nunca ensinou a ninguém, é te mostrando o pulo do gato que ele voa na tua carótida. Ele espera que você se vire, pensando em nada, e te esfaqueia pelas costas, esposteja tua carne, separa tuas costelas, secciona veias, perfura teu pulmão. E o faz com uma adaga moura antiquíssima e enquanto você agoniza ele ampara teu rosto e te conta dos sultões que possuíram aquela adaga e dos tesouros que mudaram de mão graças a ela e dos bravos que sucumbiram do golpe fatal que só ela sabe desferir.

É inútil. Por mais olhos que você tenha ou contrate, você nunca vê teu melhor inimigo chegar. Nunca. Se você pensa que vê, ou tua vista é que te engana ou tua ideia está variando ou [e você inteiro que não conhece teu melhor inimigo. Você ainda vive no engano, no logro, no erro. Mas teu melhor inimigo não erra, nem vem te enganar, que pra te enganar qualquer inimigo serve. Ele, o teu melhor inimigo, ele vem te desenganar. É uma paixão esse ódio que ele dá de comer cotidianamente, como um pássaro, um louva-a-deus. E para amparar tamanho ódio, para construir tamanho rancor, ele se dedicou a te conhecer a fundo, como só tua mãe te conhece. Nenhuma amizade tua é capaz dessa dedicação, dessa fidelidade canina, de cão hidrófobo. Ele te prepara uma canção que embosque como dois olhos de felino no escuro. E irá te destruir com a melhor repugnância, o mais alto nojo, a mais dedicada raiva. Com um desespero fraterno, com uma ira maternal. E mesmo depois de te aniquilar, ele não te esquecerá. Quando ninguém mais lembrar de ti, quando você for nada para o mundo e para o que nele vivem, para os que te conheceram, para os que te amaram um dia, para os quechoraram a tua morte, só teu melhor inimigo irá te ver na tua última morada e cuspir na tua cova e urinar sobre teu nome, quase apagado na lápide.

Teu melhor inimigo é coisa pra se guardar de baixo de sete chaves. E ele há de te guardar debaixo de sete palmos.


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Autor: César Cardoso

Fonte: Caros amigos

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mistura de soluções


Assim como visto em diluição das soluções, a misturas de soluções está bastante presente no nosso cotidiano. Misturamos café com leite no café da manhã; misturamos suco de limão com cachaça para fazemos uma caipirinha. É também comum num laboratório ocorrer misturas (mais até que diluições).

As misturas podem ser feitas com soluções de mesmo ou de diferentes solutos (nesse último caso, poderá ocorrer reação ou não entre os solutos). São exatamente esses casos que veremos. Em todos os casos consideremos que o solvente é o mesmo.

→ Misturas de soluções de mesmo soluto

  • quando misturamos soluções de mesmo soluto, obtemos uma nova solução de concentração intermediária às das soluções misturadas. Nesse caso, a massa total de soluto da solução final será a soma das massas dos solutos das soluções iniciais. Da mesma forma, o volume final será a soma dos volumes das soluções iniciais. Consequentemente temos:
   C = C’V’ + C”V”
              V’ + V”

→ Misturas de soluções de solutos diferentes

  • Esse é um tipo de mistura bastante complicada. Se os solutos não reagem, não podemos somar as quantidades de matéria. Devemos nesse caso considerar cada soluto separadamente na solução. Essa mistura é comum quando misturamos base com base, ácido com ácido.
Já se houver reação química, e não uma simples mistura, os problemas serão resolvidos com a ajuda da estequiometria. Porém, pode ocorrer duas situações:

1ª: os dois solutos estão em quantidades exatas para reagir (proporções estequiométricas). Reagem totalmente;

2ª: os dois solutos estão em quantidades diferentes para reagir. Nesse caso, haverá sobra de um deles.
Essas misturas são comuns de ácidos com bases, sais e ácidos, bases e sais.


Mistura de soluções no vestibular

(UEL – PR) Misturam-se 200 ml de solução de hidróxido de potássio de concentração 5,0g/L com 300 ml de solução de mesma base com concentração 4,0g/L. A concentração final em g/L é:

a) 0,5
b) 1,1
c) 2,2
d) 3,3
e) 4,4

GABARITO: LETRA “E”

C = C’V’ + C”V”  = 0,2.5,0 + 0,3.4  = 2,2  = 4,4
            V’ + V”             0,2 + 0,3          0,5

(UFRJ) Misturando-se 100 ml de solução aquosa 0,1 molar de KCl, com 100 ml de solução aquosa 0,1 molar de MgCl2, as concentrações dos íons K+, Mg2+ e Cl- na solução resultante serão, respectivamente:

a) 0,05 M, 0,05 M e 0,1 M
b) 0,04 M, 0,04 M e 0,12 M
c) 0,05 M, 0,05 M e 0,2 M
d) 0,1 M, 0,15 M e 0,2 M
e) 0,05 M, 0,05M e 0,15M

GABARITO: LETRA “E”

Como não haverá reação, pois esses sais não reagem, devemos calcular as concentrações em separado. Repare que V” é igual a 0,2 (0,1 de KCl + 0,1 de MgCl2) Dessa forma temos: 

KCl:
C’V’ = C”V” => 0,1.0,1 = C”0,2 => C” = 0,05 mol/L de KCl
KCl ↔ K+ + Cl-
0,05    0,05  0,05

MgCl2:
C’V’ = C”V” => 0,1.0,1 = C”0,2 => C” = 0,05 mol/L de MgCl2
MgCl2 ↔ Mg2+ + 2Cl-
0,05         0,05     0,1

Vemos que a concentração de Cl- será 0,05 + 0,1 = 0,15


(UFMG) Juntam-se 300 ml de HCl 0,4 M e 200 ml de NaOH 0,8 M. Quais serão as concentrações finais do:

a) ácido;                                      b) base;                                c) do sal formado

Esse item requer cuidados. Portanto dividiremos a resolução em etapas

I – Calculamos as quantidades, em mols, doa solutos iniciais
HCl: n = ɱ.V = 0,4.0,3 = 0,12 mol
NaOH: n = ɱ.V = 0,8.0,2 = 0,16 mol

II – Escrevemos a reação e verificamos se há excesso ou não de um dos reagentes
                                HCl + NaOH → NaCl + H2O
Início                       0,12    0,16            0          0
Reagem                   0,12    0,12           0,12   0,12
Resto                         0       0,04           0,12   0,12

III – Após a análise da reação, calculamos a concentrações pedidas. Lembre-se: o volume agora é a soma dos volumes do ácido com a base, ou seja, 0,3+ 0,2 = 0,5L

a)HCl: zero
b) NaOH: M = n  = 0,04 = 0,08 mol/L
                        V      0,5
c) NaCl: M = n  = 0,12 = 0,24 mol/L
                      V      0,5


(UFRN) 150 ml de ácido clorídrico (HCl) de molaridade desconhecida são misturados a 350 ml do mesmo ácido a 2 M, dando uma solução de 2,9 M. Qual a molaridade do ácido inicial?
a) 3,0
b) 4,0
c) 5,0
d) 2,37

GABARITO: LETRA “C”

C = C’V’ + C”V” => 2,9 = C’.150 + 2.350 => C’ = 5 mol/L
     V’ + V”                         150 + 350


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Autor: Antenor Nagi Passamani

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Diluição das Soluções

diluição de soluções

Diariamente nós diluímos soluções. Xarope de groselha ou um suco concentrado são diluídos em água para obtermos um suco com sabor agradável; colocamos um pouco água no café forte para torná-lo mais fraco; diluímos bebidas com água tônica; na cozinha, diluímos detergente com água na lavagem de louças. Percebemos então que o fenômeno da diluição está constantemente presente em nossas vidas.

Diluir uma solução significa acrescentar solvente a essa solução. E como vimos nos exemplos, esse solvente é basicamente a água. Analogicamente aos exemplos do dia a dia, no laboratório, as soluções vem sempre em altas concentrações, sendo (quase) necessária a diluição, a fim de obtermos soluções mais adequadas. Na diluição, a quantidade de soluto permanece inalterada. A adição de solvente a solução produz uma diminuição da concentração, deixando a solução mais diluída. Já a retirada de solvente de uma solução produz um aumento da concentração, deixando a solução mais concentrada. Consideremos agora duas soluções:

. para solução inicial, temos: C = m1
                                                      V 
. para solução final, temos: C’ = m1
                                                    V’  

Uma vez que m1 é constante, chegamos a: CV = C’V’

Essa fórmula nos mostra uma seguinte definição:
 - volume e concentração de uma solução são inversamente proporcionais.


DILUIÇÃO DAS SOLUÇÕES NO VESTIBULAR

(UnB) A partir de uma solução de hidróxido de sódio (NaOH) na concentração 25g/L, deseja-se obter 125 ml dessa mesma solução na concentração 10g/L. Calcule, em mililitros, o volume da solução inicial necessário para esse processo. Despreze a parte fracionária caso exista.

GABARITO: 50 ml
C1 = 25g/L = 0,025g/ml               CV = C’V’
C2 = 10g/l = 0,010g/ml
V2 = 125 ml
0,025.V1 = 0,010.125                   V1 = 1,25 = 50 ml
                                                             0,025


(Unirio) Para efetuar o tratamento de limpeza de uma piscina de 10.000L, o operador de manutenção nela despejou 5L de solução 1 mol/L de sulfato de alumínio, Al2(SO4)3. (massas atômicas: Al = 27u; O = 16u; S = 32u). Após agitar bem a solução, a concentração do sulfato de alumínio, em g/L, é de:

a) 0,171
b) 1.46.10-6
c) 5.10-5
d) 1,710
e) 684.10-3

GABARITO: LETRA “A”
CV = C’V’ => 5.1 = C’.10000 => C’ = 0,0005
A massa de sulfato de alumínio é de 342g/mol. Logo, temos:
1 mol de Al2(SO4)3 --------------- 342g
0,0005 mol ------------------ X
X = 0,171 g que estarão em 1L de solução


(UFSC) Um aluno muito interessado em química, resolveu ler uma embalagem que foi jogada fora de um laboratório. Essa embalagem tinha capacidade de 40 ml. Nesse rótulo estavam escrito:

. Densidade: 1,18g/ml
. Contém 36,5 % de massa de HCl

Ao saber dessas informações, resolveu calcular como seria a diluição do HCl com 200 ml água. De posse das informações, dê como resposta final a soma dos itens corretos.

(01) O ácido citado é um ácido muito forte
(02) Em 100% de solução teremos 1.180g de HCl
(04) O nome desse ácido é ácido cloroso
(08) A massa em gramas de HCl é 431
(16) A água junto com HCl forma um sistema bifásico, que tem uma fase do ácido e outra da água
(32) O número de mols na solução é 11,8
(64) A molaridade final é inferior a 2,5mol/L
Soma ( )

GABARITO: 01 + 02 + 32 + 64 =
(01) C
(02) C – (consideramos 1 litro de solução) d = m => 1,18 = __m__  = 1.180g
                                                                           V                   1000
(04) E - o nome certo é ácido clorídrico
(08) E – temos então:
100% da solução ----------------- 1.180g
36,5% da solução -----------------   X
X = 430,7g de HCl
(16) E – como está em solução, o HCl e a água formarão um sistema monofásico (com somente uma fase)
(32) C – 36,5 g ----------- 1mol
              430,7 -------------- X
X = 11,8 mols de HCl
(64) C – Como partimos de 1 litros de solução, a concentração será de 11,8mol/L. Fazendo a diluição temos:
CV = C’V’ => 40.11,8 = 200.C’ => C’ = 2,36mol/L


(UFES – ES) Submetendo-se 3L de solução 1M de cloreto de cálcio (CaCl2) à evaporação até um volume final de 400 ml, sua concentração molar será:

a) 3,00
b) 4,25
c) 5,70
d) 7,00
e) 7,50

GABARITO: LETRA “E”
CV = C’V’ => 1.3 = 0,4.C’ => C’ = 7,5mol/L


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Autor: Antenor Nagi Passamani

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O que você prefere? 1 Ipad ou 100 livros?

A rede social Skoob sorteará 1 Ipad e 200 livros!

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Análise combinatória [Introdução]

Matemática Análise Combinatória

Entenda o básico da análise combinatória.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Clarice Lispector e a procura pelo coração selvagem

Clarice Lispector

Diferentemente de outras universidades brasileiras, a Universidade Federal de Juiz de Fora não exige na prova de literatura de seus programas de ingresso, um conhecimento detalhado e histórico acerca dos vários estilos literários já desenvolvidos no Brasil e em Portugal. No entanto, a lista das obras cuja leitura é recomendada aos vestibulandos, é conhecida como uma das mais extensas e trabalhosas, uma vez que costuma trazer, para os candidatos ao vestibular, uma média de doze livros, entre prosa e poesia, passando por várias escolas literárias e, inclusive, pelos famigerados ensaios do crítico literário Antonio Candido.
 

Trote desafia calouros a manterem um lava-rápido

Estudantes

Em escola de economia e negócios, trote desafia calouros a manterem um lava-rápido por um dia.

sábado, 31 de julho de 2010

O melhor jeito de estudar para o vestibular

Estudando para o vestibular

Três regrinhas básicas pra se organizar nos estudos e se dar bem no dia do exame.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

MMC e MDC - Cálculo por fatoração

fórmula matemática

Um número Y é divisor de um número X quando, na divisão, X for o dividendo, Y for o divisor e não existir resto, ou seja, a divisão for exata. Por exemplo, 2 é divisor de 24, pois, na divisão de 24 por 2, 24 é o dividendo, 2 é o divisor e não há resto (24 / 2 = 12).

 
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