A escasses de recursos e a consciência global
O planeta é como uma grande fazenda policultora: diversificada, rica e com potencial para a sobrevivência de muitos. Mas, como para tudo há limites, um excesso de consumo causaria um grande choque de produtividade, ocasionando a fome dos que dependiam da colheita. É nesses passos que caminha nosso mundo.
Os bolsões de miséria africanos nos mostraram a degradação da figura humana causada pela fome e pela sede, mas não foi o bastante. Levados pela mentalidade consumista do início do século XIX, os países ricos fizeram uso dos recursos naturais como se fossem todos renováveis.
A poluição atmosférica em níveis alarmantes, a completa destruição de várias áreas florestais e a escassez de água são só alguns dos resultados negativos gerados pelo consumismo exacerbado e irresponsável, que ignora a importância das riquezas humana e natural.
O espírito individualista cultuado desde o período renascentista deu lugar a uma patética alienação social e política. O zelador que "varre" a calçada com a mangueira, a dona de casa que deixa o alimento descongelar sob água corrente ou a garota de classe média que demora uma hora em seu banho se recusam a relacionar suas atitudes com a absoluta falta de água que já atinge certos pontos da África e Oriente Médio. Perdemos não só a capacidade de entender o mundo como nosso lar, mas, a exclusiva característica da raça humana de se colocar nos lugar de outros, buscando entender os problemas alheios.
Não se pode mais entender a falta de recursos naturais e a degradação de nossos semelhantes como problemas que não nos competem. A sociedade, no geral, nada mais é que um reflexo do onjunto de micro-sociedades representadas por cada lar de cada lugar da Terra. Entender nosso mundo como uma só casa, não é só uma questão de inteligência, mas uma questão de lógica. Limitados em nossa consciência, limitamos o potencial que te o mundo de se tornar um lugar muito mais aprazível para se viver.
------------------------------
Autor: Rafael Riani











